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A SUSPENSÃO DAS AUTUAÇÕES NÃO SUSPENDE A GESTÃO DOS RISCOS

Para a média liderança e para quem atua em SST, este é um momento de atenção. Ainda há empresas que não incorporaram à rotina o gerenciamento dos Fatores de Riscos Psicossociais (FRPS). E o problema começa antes dos “questionários”, começa na forma como a empresa identifica e avalia seus riscos.

O despacho do Ministro do STF, de 24 de setembro de 2026, prorrogou por mais 90 dias a “suspensão cautelar da eficácia punitiva de dispositivos específicos da NR-1”. Isso não equivale à suspensão da NR-1, nem elimina a necessidade de estruturar a Gestão dos Riscos Ocupacionais (GRO).

Minha recomendação técnica às empresas é: aproveitar este período para se organizarem. Não deixem para a última hora.

Um ponto que merece atenção é a revisão das Avaliações Ergonômicas Preliminares (AEPs), que deve seguir o prescrito na NR-17 Ergonomia. AEPs antigas, genéricas, sem identificação dos riscos, ou desconectadas da realidade das atividades precisam ser revistas, melhoradas e, quando necessário, refeitas, para que a identificação dos perigos e a avaliação dos riscos realmente subsidiem o Inventário de Riscos do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) da empresa.

Não se trata apenas de “dar uma nota” ao risco. É necessário estabelecer critérios de severidade e probabilidade, determinar o nível de risco e definir prioridades para o Plano de Ação.

A partir daí, cada situação deve receber a resposta compatível: monitoramento, medidas de prevenção, ações corretivas ou, quando necessário, aprofundamento por da Análise Ergonômica do Trabalho (AET) e avaliações específicas.

Nos Fatores de Riscos Psicossociais (FRPS), minha orientação é: método, consistência e cautela.

Não é preciso ficar parado. É possível preparar lideranças e trabalhadores, capacitar gestores e utilizar instrumentos tecnicamente adequados. Mas questionário, sozinho, não é gestão. Seus resultados precisam ser analisados e incorporados ao gerenciamento.

O objetivo não é montar uma pasta para a fiscalização.

É conhecer os riscos, executar o Plano de Ação, acompanhar resultados e melhorar continuamente as condições de trabalho.

Isso é, para mim, Gestão da Prevenção das Atividades de Risco e é muito mais do que documentos e evidências para apresentar em uma fiscalização, é um compromisso com ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis, harmoniosos e produtivos.

Posso contribuir com assessoria, AEP, AET, avaliação dos FRPS, aplicação de instrumentos de pesquisa, orientação/informação aos trabalhadores, capacitação e preparação das lideranças.

E na sua empresa? A AEP foi bem executada? Ou ainda é uma “copia'” do antigo “Laudo Ergonômicos”? O Inventário está coerente? As lideranças sabem o que fazer diante dos FRPS?

Vamos conversar? Compartilhe sua experiência, me envie uma mensagem.

João Campos
Engenheiro de Segurança do Trabalho | Gestão da Prevenção
www.joaocamposesst.com | WhatsApp (11) 98370-8731
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